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EVENTO EXPOTEL – SÃO PAULO – 15 a 19 de setembro de 2014

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A Cachaçarias Nobres esteve presente na EXPOTEL 2014, realizada entre os dias 15 e 19 de setembro em São Paulo, em um espaço reservado dentro do stand da ABRASEL.

Durante a feira diversos empresários, dos mais variados setores, puderam conhecer sobre o expertise da Cachaçarias Nobres, como nosso Master Blender, nossos Cozinheiros, Eventos e Serviços Promocionais, e saber que contamos também com uma Fábrica-Escola voltada à promoção da qualidade da cachaça.

Além das soluções completas em cachaça do ponto de vista comercial divulgamos nossa ampla experiência junto ao mercado industrial de cachaças de alambique, onde prestamos consultorias desde o projeto e compra de equipamentos até requisitos produtivos de qualidade.

Não foram poucos os empreendedores que se interessaram em conhecer as inúmeras possibilidades comerciais que a Cachaça de Qualidade pode trazer aos PDVs que investem no produto enquanto diferencial junto ao seu público.

Em breve traremos mais notícias relacionadas a este tema.

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:: Equipe Cachaçarias Nobres ::

 

 

Credenciado em Belo Horizonte – MG

A Cachaçarias Nobres agora possui um credenciado na cidade de Belo Horizonte – MG.

Em breve teremos notícias de eventos, degustações e locais onde os apreciadores de cachaças de qualidade poderão desfrutar dos melhores rótulos e informações sobre o produto.

Aguarde.

Nosso novo representante credenciado na cidade do Rio de Janeiro/RJ, o Sr. Francisco Vasconcellos Jr esteve recentemente em nossa Fábrica-Escola onde fez um curso intensivo de Produção de Cachaça de Qualidade. Agora capacitado para o desafio de nos representar na Cidade Maravilhosa, nos enviou um e-mail onde colocou seu ponto de vista pessoal sobre o mercado.
Bem vindo à Cachaçarias Nobres Sr. Francisco!

……..

Rio de Janeiro, 23 de outubro de 2013.

Gostaria de compartilhar com todos uma agradável viagem de negócios que fiz no último dia 16/10 para Ouro Preto/MG. O sabor desta viagem era especial, pois sou profissional formado em turismo, natural de Belo Horizonte, mas atuo na cidade do Rio de janeiro como guia já há três anos.

Não nego que Ouro Preto sempre foi uma de minhas cidades favoritas. A arquitetura colonial portuguesa com suas igrejas barrocas, o casario, os chafarizes, as vielas e o próprio clima de Ouro Preto faziam-me lembrar de cidadelas bem mais antigas da Europa.

Mas desta vez o que levou de volta a Minas era uma missão diferente: tornar-me um conhecedor e entendedor na produção de cachaça de alambique de qualidade. Missão difícil não é?

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Atuando no mercado turístico do Rio de Janeiro pude observar uma grande demanda reprimida e até mesmo um “déficit” em relação a conhecimentos técnicos necessários a discernir os diferentes graus de qualidade do nosso destilado nacional: nossa tão famosa cachaça!

Conhecida mundialmente o produto, originário do Brasil, vem ganhando cada vez mais adeptos em todo o mundo. Porém, para os próprios brasileiros, o conhecimento acerca da qualidade dos rótulos presentes no mercado é fraco. Em geral o público é carente de conhecimentos mínimos e, frente à procura cada vez maior do produto – por brasileiros e turistas de todo o mundo – decidi me aprofundar no assunto.

Como profissional de turismo acredito que uma boa informação e uma boa indicação podem render muitos frutos, a curto, médio e longo prazo. Por que então não me especializar em cachaça e auxiliar a um crescente e ávido público consumidor?

Lembrei-me então de dois grandes amigos de Belo Horizonte que atuam no setor de derivados da cana de açúcar: o Sr. Giovanni Pereira, consultor industrial do negócio da cachaça e a Srta. Beatriz Said, consultora com larga experiência no mercado e no treinamento dentro do negócio da cachaça.

Ambos são diretores no CEXCA – Centro de Excelência da Cachaça, fábrica escola na região de Ouro Preto/MG e que agrega diversos profissionais, técnicos, acadêmicos e experts em torno do fomento à qualidade no negócio da Cachaça.

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Minha missão foi realizada com louvor: da teoria do processo de fabricação à sua inteira prática operacional, pude aprender e vivenciar a precisão, higiene, assepsia e tecnologia indispensável à elaboração uma cachaça artesanal de qualidade, com propriedades singulares e culturais capazes de diferenciar o produto no mercado.

Ao final do curso fui convidado a participar do projeto “Cachaçaria Nobres”, iniciativa pioneira com foco no fomento comercial de cachaças de qualidade, e que vem fazendo sucesso em Minas Gerais e São Paulo.

Tenho desta forma o privilégio – e a responsabilidade – de trazer a cultura da cachaça de alambique de qualidade para a cidade maravilhosa, cartão postal do Brasil e vitrine do que temos de melhor em nossa terra!

Abraços a todos!
Francisco A Vasconcellos Jr.

Cachaçarias Nobres agora na cidade do Rio de Janeiro

A Cachaçarias Nobres acaba de credenciar um representante na cidade do Rio de Janeiro.

O Sr. Francisco Vasconcellos Jr. agora leva aos cariocas nosso expertise em cachaças de qualidade para a cidade maravilhosa!

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Nosso representante passou por um completo curso preparatório, realizado em nossa Fábrica-Escola em Ouro Preto-MG, onde aprendeu – na prática – todas as etapas de produção de uma cachaça de qualidade.

Além disto recebeu treinamentos específicos sendo capaz não apenas de nos representar com louvor, mas também assessorar os estabelecimentos que irá atender da melhor forma possível!

Temos trabalhado com afinco e dedicação pois sabemos que um produto de qualidade e um consumidor exigente – e bem atendido – são quesitos indispensáveis ao fortalecimento e profissionalização do mercado.

Ao nosso novo representante, desejamos todo o sucesso neste novo mercado!

Aos nossos novos clientes da cidade maravilhosa, desejamos que se diferenciem do mercado através da qualidade, do atendimento e do seu mix de seus produtos!

E aos consumidores cariocas, desejamos que ousem experimentar e aprender a diferenciar – e apreciar – uma verdadeira cachaça de qualidade, construída com carinho, dedicação e muito conhecimento técnico!

Saúde!

Do you want some Cazaja?

Em recente passagem por Belo Horizonte o cineasta Marcelo Borja foi apresentado ao projeto Cachaçarias Nobres, experimentou da qualidade dos rótulos de nossa seleção e conheceu um pouco mais sobre padrões de qualidade de nosso destilado nacional.
De volta a Nova Iorque enviou-nos este interessante texto com seu testemunho e impressões sobre como a Cachaça é vista – e desejada! – no exterior.
Agradecemos a este ilustre filho de Minas por compartilhar suas experiências, saudando-o como um verdadeiro representante de nossa cultura em terras Ianques.

:: Equipe Cachaçarias Nobres ::

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Do you want some Cazaja?
Por Marcelo Borja

Cazaja!!

É assim que meu amigo alemão fala cachaça, e não adianta tentar corrigir, pois ele não consegue falar certo. E olha que ele fala essa palavra quase todo dia. Depois que apresentei para ele a cachaça artesanal mineira, esta virou uma de suas bebidas preferidas.

Tudo começou em 2010 quando vim morar em Nova Iorque para estudar cinema. Como bom Mineiro, embalei umas quatro garrafas de cachaça comigo para poder presentear os amigos e poder matar a saudade de casa.

Num primeiro momento, quando oferecia cachaça, meus amigos aqui nunca tinham ouvido falar. Alguns sabiam que era a bebida que se fazia caipirinha, mas com certeza nunca tinha provado um boa pinga! Principalmente pura! Explicava a história da bebida, a origem a palavra Pinga e Água ardente! Mostrava um filme desenho do Walt Disney, da década de 40 ou 50 no qual o Pato Donald vai ao Rio, conhece o Zé Carioca e vai tomar uma “Cachacinha” com ele (e por sinal, bons tempos onde não se falava em politicamente correto).

Aos poucos, a cachaça foi ficando cada vez mais conhecida entre meus amigos! A cada ida ao Brasil tinha que trazer um carregamento. Cheguei a trazer 8 garrafas de uma vez só!

O engraçado é que freqüentamos um bar “brasileiro” (o dono é um francês que adora o Brasil) aqui no Brooklyn chamado de “Miss Favela” e um dos drinks mais pedidos é a caipirinha, obviamente. Esta porem é feita com cachaça industrializada (que não vou citar o nome aqui, mas posso dizer que é das mais “famosas”). Um drink destes aqui, sai por nada menos que 8 dólares, aproximadamente uns RS18,00 reais. E todo mundo bebe! E todo mundo acorda com uma puta ressaca no dia seguinte.

Numa destas ressacas, meu amigo alemão, o da Cazaja, perguntou: “- Porque quando tomamos a cachaça pura que você traz do Brasil, não temos ressaca nenhuma e quando tomamos esta caipirinha do Miss Favela acordamos passando tão mal”? Não sou um especialista em cachaça mas sei bem a diferença entre uma artesanal e uma industrial.

Expliquei para ele a diferença no processo, no corte da cabeça e rabo, no armazenamento e demais fatores que tornam a cachaça artesanal tão especial e diferente! Ele ficou maravilhado! E me fez prometer que iria enviar para ele todo ano, em seu aniversário, uma garrafa de cachaça artesanal!

Promessa é divida e vou ter que cumprir! Agora só falta achar boa cachaça artesanal em Nova Iorque para vender, pois não dá para ficar trazendo tantas garrafas do Brasil!

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* mais informações sobre o autor podem ser encontradas nos links abaixo:

http://www.mborja.com/#!sobre/c24fy
http://www.imdb.com/name/nm4568456/bio
http://www.otempo.com.br/divers%C3%A3o/curta-belo-horizontino-%C3%A9-premiado-em-nova-york-1.132300

Palestra Degustação no hotel Ville Real

Temos o prazer de convidar os apreciadores de cachaças para nosso novo evento, a realizar-se dia 29 de junho de 2013 no hotel Ville Real, distrito de Santo Antônio do Leite, MG.

Ministrado por nosso Master Blender, o Sr. Armando Del Bianco, o evento ocorrerá a partir de 15h sendo, ao final, seguido de um bate papo informal e degustação de 5 diferentes rótulos de extrema qualidade.

Para quem ainda não conhece o Hotel Ville Real é uma excelente opção de lazer e descanso a pouco mais de 50 minutos de Belo Horizonte. Localizado no distrito de Santo Antônio do Leite, município de Ouro Preto, localiza-se em plena Estrada Real, e oferece ótimas opções de lazer e entretenimento para toda a família. Nada melhor que um ambiente distinto, único – e mineiro! – para aprender sobre cachaças, não é mesmo?

Entre em contato agora mesmo e faça sua reserva diretamente no hotel, comentando sobre a palestra. (www.villereal.com.br). Não perca esta oportunidade! Esperamos por você!

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Expocacha 2013

Ocorreu entre os dias 6 e 9 de junho de 2013, no Expominas, em Belo Horizonte/MG a 22ª edição da EXPOCACHAÇA. Com um público expositor composto de fabricantes de cachaça, equipamentos e insumos (alambiques, dornas, moendas, embalagens, rótulos, etc) a feira contou com participantes de diversas regiões do país.

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Foi possível observar o elevado grau de profissionalismo seja através do apuro técnico dos produtos, seja pelo grau de sofisticação de insumos e equipamentos que movimentam este setor produtivo. A presença de participantes de Minas Gerais, tradicional referência em se tratando de cachaças de qualidade, foi considerável.

 

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Um fato digno de nota foi observar que, aos poucos, o próprio mercado consumidor está selecionando seus players. Nas edições anteriores do evento o número de expositores foi bem superior, porém com níveis mais díspares em relação à construção dos produtos. Nesta edição do evento, embora em número menor, os presentes compartilhavam de elevados níveis de excelência, tanto pelo apuro técnico quanto por visão empresarial.

Uma tendência observada também foi a presença crescente de produtos compostos de cachaça especialmente voltados para o consumo de novos consumidores.

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A Cachaçarias Nobres acredita que a profissionalização do mercado de Cachaças é uma tendência sem volta – e que o consumidor agradece por isto!

 

 

 

Sobre cachaça, cultura e gastronomia

Por Paulo Marcolino – Chef

A gastronomia pode parecer um luxo em razão do custo elevado de alguns de seus ingredientes e do preço de restaurantes de alto nível. No entanto, a alta gastronomia também se serve de produtos simples e de receitas do cotidiano, ou seja, aquelas que pertencem à tradição de nossa região.

Os produtos simples do dia-‐a-dia, assim como os luxuosos, participam na educação gustativa e no aperfeiçoamento da degustação. Afinal, aquele que se esmera em degustar com atenção um prato simples, apreciando e memorizando as sensações daí advindas numa situação de “luxo, calma e volúpia” (Baudelaire) demonstra um comportamento de gastrônomo, contrariamente àquele que come este mesmo prato distraidamente, tendo como único objetivo matar a fome.

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As regras da gastronomia variam segundo as classes sociais, os países, as regiões, as épocas e a moda. Se existe uma gastronomia que possamos chamar de “mundial”, um padrão que seja partilhado por culturas diversas, as tradições locais e regionais continuam solidamente arraigados no âmago do povo. Não existe contradição entre o apego às tradições, com suas receitas locais, e a curiosidade pelo inédito.

Basta passar os olhos por cardápios de restaurantes das grandes cidades tanto no Ocidente quanto no Oriente para atestar a mescla cultural que reina na culinária nas últimas décadas. Pratos regionais figuram ao lado de inovações trazidas do outro lado do planeta. A gastronomia
evolui assim como as ciências e as artes, com as quais ela pode ter relações, haja visto a moderna
cozinha dita molecular e as montagens de pratos que evocam instalações artísticas.

A gastronomia  “integra conhecimentos imateriais como os sabores, práticas do laço social e da confraternização, resumidos pelo o que podemos chamar de “humanismo da mesa”… onde se vive a abertura ao outro e a novos horizontes. Imaterialidade que se encarna na materialidade dos acessórios de cozinha, dos produtos, dos pratos, dos livros de receitas, dos restaurantes…” (Julia Csergo, 2008).

O mesmo ocorre com a história do consumo das bebidas alcóolicas, que são parte essencial da alta gastronomia. O álcool acompanha as tradições culinárias de vários povos desde tempos imemoriais. Temos a cerveja na antiguidade, o vinho nas culturas mediterrâneas e, em seguida, a evolução para os álcoois destilados, sejam eles provenientes de frutas ou de grãos.

Povos dispersos pelo mundo aperfeiçoaram ao longo dos séculos técnicas de fermentação e, mais tardiamente, de destilação de inúmeras bebidas alcoólicas. A associação com a culinária foi inevitável. Partindo de rituais místicos de iniciação ou de oferendas aos deuses, o consumo de preparados alcoólicos cresceu paralelamente na vida privada como prolongamento desse fervor que produzia transcendência e prazer.

O domínio das técnicas, e o consequente aumento no rendimento, popularizou o consumo no cotidiano. O progressivo refinamento observado na culinária a partir da renascença foi acompanhado de um ganho na qualidade das bebidas produzidas em toda a Europa, fermentadas ou destiladas. A era dos descobrimentos trouxe estas técnicas para o Novo Mundo. As Ordens Religiosas, grandes produtores de bebidas na Europa, trouxeram a vinha em suas missões de evangelização dos povos das Américas, que posteriormente floresceu nos países  com solo e clima adequados. A produção de vinho se fundamentava no seu uso ritual nas missas. O caminho estava aberto para a importação das técnicas de alambiques para os destilados.

No Brasil abre-­se, então, uma nova fronteira quando os colonizadores obtém êxito no cultivo de uma planta que terá papel fundamental na economia da colônia por mais de um século: a cana de açúcar. Ela é introduzida em meados do século XVI, e contribui no assentamento e crescimento da população em algumas das principais capitanias. O destilado do mosto da cana de açúcar inaugura a história da bebida que mais tarde será conhecida como cachaça.

Brasil ganha na quinta-feira exclusividade do nome “cachaça” nos EUA

Fonte: Aiana Freitas l UOL

A partir da próxima quinta-feira (11), a cachaça passa a ser vendida nos Estados Unidos como um produto tipicamente brasileiro. Isso significa que, para ser chamada de cachaça, a bebida terá de ser produzida no Brasil. Desde 2000, os americanos comercializavam a bebida com o rótulo de “rum brasileiro” e produtos fabricados em outros países, principalmente da região do Caribe, eram, muitas vezes, confundidos com a cachaça.

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O reconhecimento foi resultado de uma negociação de mais de uma década entre os governos dos dois países. Em contrapartida, o Brasil passará a reconhecer outros dois produtos como genuinamente americanos: o uísque bourbon e o uísque tennessee. “A medida evita que a cachaça vire um destilado genérico, como a vodka, que antes era produzida só na Rússia e hoje é feita no mundo todo”, diz Vicente Bastos, presidente da diretoria executiva do Instituto Brasileira da Cachaça (Ibrac).

País luta por reconhecimento na OMC A medida abre precedente para que outros países também reconheçam a cachaça no futuro. Além dos EUA, apenas a Colômbia fez esse reconhecimento oficialmente. Nesse caso, não houve necessidade de acordo: a decisão foi tomada de forma voluntária pelo país latino-americano. Medidas regionais como essas podem ajudar a cachaça a ganhar a denominação de origem da Organização Mundial do Comércio (OMC), afirma César Rosa, CEO da Velho Barreiro e presidente do conselho do Ibrac. Isso garantiria o reconhecimento no mundo todo, como já acontece, por exemplo, com a tequila, do México, e o uísque escocês, da Escócia. Exportações atingem apenas 1% da produção Os Estados Unidos são o maior mercado de destilados do mundo e estão entre os principais compradores de cachaça. De maneira geral, porém, as exportações do produto ainda são bastante tímidas.

Segundo dados do Ibrac, a indústria produz cerca de 1,2 bilhão de litros de cachaça por ano. Em 2012, cerca de 8 milhões de litros foram exportados, ou cerca de 0,66% do total. O  reconhecimento por parte do governo americano também deve fazer com que, no longo prazo, as exportações aumentem. Bastos estima que, em cinco anos, o valor das exportações possa mais do que triplicar, chegando a US$ 50 milhões; em 2012, foram US$ 15 milhões. Estrangeiro só conhece caipirinha Um dos obstáculos para o aumento das exportações, porém, é o fato de os estrangeiros desconhecerem a cachaça.

As vendas no exterior ainda são quase totalmente associadas à caipirinha. “Se você pergunta ao consumidor lá fora do que é feita a caipirinha, ele não sabe. Ele acha que pode ser feita com qualquer destilado”, diz Darleize Barbosa, gerente de exportação da Companhia Müller de Bebidas, fabricante da cachaça 51.

Até por isso, as empresas têm dificuldade de vender, lá fora, produtos premium, que são mais caros e são a mais recente aposta dos grandes fabricantes no mercado interno. Na tentativa de educar o consumidor americano, a fabricante Pitú mantém, nos Estados Unidos, uma profissional que “dá aulas” sobre o produto para distribuidores da Flórida e de Nova York. “Ela ensina o que é a cachaça e como pode ser consumida”, diz a diretora de comércio exterior da Pitú, Vitória Cavalcanti. Para os fabricantes, a realização da Copa do Mundo e da Olimpíada no Brasil vai ajudar a tornar a bebida mais conhecida. “O potencial é grande, e o consumidor tem desejo de conhecer o produto.

Todos estão perguntando sobre a cachaça”, diz Eduardo Bendziu, diretor de marketing da Ypióca. A empresa pertence ao grupo britânico Diageo, produtor do uísque Johnnie Walker e da vodca Smirnoff.

Palestra Degustação no Rima dos Sabores

Aconteceu no Rima dos Sabores – em Belo Horizonte/MG – no dia 22 de abril, a Palestra Degustação com o tema “Conhecendo Cachaça de Qualidade” ministrada por nosso Master Blender, o Sr. Armando Del Bianco.

Detentor de inúmeros e premiados Blends de diversas marcas de Cachaça no país, o Sr. Del Bianco discorreu sobre aspectos teóricos e práticos da produção e do mercado de cachaça, elucidando diversos aspectos técnicos que permitem a diferenciação de uma cachaça de qualidade.

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Após a explanação teórica foi realizada a degustação dirigida de 7 diferentes rótulos de diversas fábricas do país. Isto permitiu aos presentes identificar na prática as características e diferenças sensoriais dos diversos produtos. Ao final, uma degustação de diversos e excelentes pratos com carnes e peixes exóticos, criteriosamente harmonizados para a ocasião.

Não temos dúvidas de que a cachaça possui características sensoriais similares, senão superiores, aos melhores destilados do mundo – desde que produzida segundo elevados parâmetros de qualidade.

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Apenas com informação de relevância e experimentação dirigida que o público consumidor poderá diferenciar os bons dos maus produtos, dando ao nosso destilado nacional seu real lugar de direito no universo das bebidas de qualidade.

Aguarde, em breve teremos outros eventos.
Equipe Cachaçarias Nobres